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Versão Completa: As Lições de Esparta - Parte 1
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[Imagem: guerra-de-esparta-e-atenas.png]

Ao longo desta série de artigos procurarei demonstrar valiosas lições que podemos aprender com o antigo povo espartano. Lições estas que podem ser canalizadas para diversas áreas de nossas vidas, principalmente focando-as no nosso desenvolvimento pessoal e negócios.

Para facilitar a compreensão deste estudo, e principalmente por sua ampla divulgação, a introdução se dará sob uma breve análise crítica do filme “300”.

Este filme é oriundo da “graphic novel” escrita por Frank Miller, que se baseia na história da “Batalha das Termópilas”, um dos muitos confrontos das “Guerras Médicas”. Conforme narra a história, o emblemático Rei Leônidas liderou um pequeno grupo de soldados espartanos contra o temível e grandioso exército de Xerxes, o “deus-rei” persa, estimado em mais de 300 mil homens. Ambas histórias, tanto a do filme quanto a dos quadrinhos, nos ensinam importantes lições de estratégia, liderança e bravura.

Valores importantes como honra, respeito e coragem são imprimidos no espírito dos espartanos desde o início de sua vida, principalmente através do “Agōgē” (o qual tratarei especificamente em outro artigo).

Impedido pelas leis espartanas de reunir um exército para combater as forças de Xerxes, Leônidas reúne 300 de seus melhores guerreiros e marcha para as Termópilas (do grego “portas quentes”), um estreito desfiladeiro pelo qual o exército persa teria que, obrigatoriamente, passar para chegar a Esparta. A ideia era fazer uso da própria geografia da região para conter o avanço dos persas. Ao utilizar a topografia do ambiente como recurso estratégico, os gregos conseguiram diminuir sua fraqueza numérica, impelindo fortes perdas ao exército inimigo durante longos dias de batalha.

Em suma a história é esta. Porém, quais lições podemos aprender?

Atualmente, no mundo em que vivemos e no nosso estilo de vida, há um forte foco no “eu”: eu tenho que vencer meu concorrente, eu tenho que me preparar, eu tenho que ganhar, eu, eu, eu. Por mais que sim, devemos pensar e trabalhar bastante por nós mesmos, pois o egoísmo esclarecido nos ajuda e muito (o que também será motivo de outro post), podemos aprender com os espartanos que o trabalho em grupo e o foco conjunto nos impelem a maiores conquistas. Como podemos perceber em um breve ensinamento espartano, “A verdadeira força de um espartano é o guerreiro ao seu lado. Respeite-o e honre-o, e será retribuído.” Isto deveria muito bem ser lembrado nos dias atuais, obviamente sendo os “guerreiros ao nosso lado” os nossos amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.

Cumpre salientar também a importância que o líder exerce sobre seu grupo, no caso em questão, o Rei Leônidas. Este é a personificação dos valores e ideais espartanos, sendo sua postura um espelho que serve como guia para os demais. Ao mesmo tempo que ele é grande, demonstra ser um líder muito humilde, daí o respeito que seu grupo nutre por ele. Podemos perceber que para ser um bom líder, além das qualidades essenciais que este deve ter, como força, coragem, astúcia e a já citada humildade, deve-se ter uma atenção especial com cada um do seu grupo, reconhecendo a importância e o talento de cada um, individualmente.

Após vários dias de batalhas os espartanos finalmente sucumbiram. Mas o que parece ter sido uma derrota, na verdade, foi uma grande vitória para todos os gregos. Os espartanos infligiram grandes perdas aos persas e atrasaram a sua marcha de conquista da Grécia, permitindo assim a reorganização do exército grego e a sua posterior vitória.

Leônidas e seus guerreiros nos ensinaram que com inteligência, estratégia e um pequeno grupo de pessoas extremamente preparadas e que compartilham um ideal comum, podemos enfrentar inimigos muito maiores. Parafraseando o Rei, “lute primeiro com a cabeça e depois com o coração”.

Alguma semelhança com a Real?
Mas não vai ter a parte 2? Não entendi.
Bom tópico. Sobre maiores informações da hq 300 de esparta a obra está nesse link.
Na hora do aperto que você descobre com quem pode contar. Geralmente são os pais, mais pode ser um irmão um tio, etc.

Parafraseando o texto... honre-os, pois você será honrado por eles.

Se eu pudesse voltar na minha aborrecencia, eu teria sido um filho muito melhor. Mais adolescente só tem merda na cabeça, ainda mais essa geração mimimi, condenam os pais por besteiras.
Muito bom tópico!

Como ressaltado pelo confrade Seth, geralmente encontramos o "companheiro de batalha" na família, pais, irmãos. No meu caso em questão, tenho um irmão e uma irmã que somos muito unidos. Quando crianças havia aquelas briguinhas normais de irmãos, mas hoje em dia, não tem o que a gente não faça uns pelos outros, e confesso que fico muito feliz por, além dos laços de sangue, termos esse laço de companheirismo.
Mondragon, a parte 2 será sobre outra "lição". Na sequência escreverei outros.
(19-02-2017, 11:57 AM)donborjone Escreveu: [ -> ]Ao longo desta série de artigos procurarei demonstrar valiosas lições que podemos aprender com o antigo povo espartano. Lições estas que podem ser canalizadas para diversas áreas de nossas vidas, principalmente focando-as no nosso desenvolvimento pessoal e negócios.

Para facilitar a compreensão deste estudo, e principalmente por sua ampla divulgação, a introdução se dará sob uma breve análise crítica do filme “300”.

Este filme é oriundo da “graphic novel” escrita por Frank Miller, que se baseia na história da “Batalha das Termópilas”, um dos muitos confrontos das “Guerras Médicas”. Conforme narra a história, o emblemático Rei Leônidas liderou um pequeno grupo de soldados espartanos contra o temível e grandioso exército de Xerxes, o “deus-rei” persa, estimado em mais de 300 mil homens. Ambas histórias, tanto a do filme quanto a dos quadrinhos, nos ensinam importantes lições de estratégia, liderança e bravura.

Valores importantes como honra, respeito e coragem são imprimidos no espírito dos espartanos desde o início de sua vida, principalmente através do “Agōgē” (o qual tratarei especificamente em outro artigo).

Impedido pelas leis espartanas de reunir um exército para combater as forças de Xerxes, Leônidas reúne 300 de seus melhores guerreiros e marcha para as Termópilas (do grego “portas quentes”), um estreito desfiladeiro pelo qual o exército persa teria que, obrigatoriamente, passar para chegar a Esparta. A ideia era fazer uso da própria geografia da região para conter o avanço dos persas. Ao utilizar a topografia do ambiente como recurso estratégico, os gregos conseguiram diminuir sua fraqueza numérica, impelindo fortes perdas ao exército inimigo durante longos dias de batalha.

Alguma semelhança com a Real?

Semelhança com a Real eu não sei (precisaria ler sobre os Espartanos pra saber direito, porque muito do que é difundido sobre eles tem uma ideia romântica sobre a organização deles).

Mas uma coisa que me veio a cabeça foi esse documentário aqui, analisando a Arte da guerra de Sun Tzu na Guerra do Vietnam, e as estratégias que os vietnamitas usaram pra derrotar os americanos.

https://www.youtube.com/watch?v=Pfr2_0bQJzw&t=1475s

A semelhança é a mesma com o espartanos. Um adversário muito mais potente sucumbindo diante da estratégia vencedora do mais fraco.

Imagino que esse curto episódio dos Espartanos tenha dado noções estratégicas militares de pequena duração de tempo muito interssante.

Não acredito naquelas gritarias e demonstrações de forças que postaram no filme http://vacanerd.com.br/wp-content/upload...-butle.jpg , porque esse tipo de coisa é típico de Ocidental moderno que pra fazer uma personalidade atraente, precisa fazer essas poses aí de machão, irritado e de agressor.

Acredito que a estratégia foi uma guerra furtiva e de emboscadas pra se sagrar vencedor nessa batalha, um estilo que os orientais são especialistas.
Dada a seletividade genética (eugenia) que existia na Esparta idealizada por Licurgo (que eu espero que o autor do tópico aborde esse tema, inclusive) e mais o rigoroso sistema de treinamento militar e identidade que os espartanos tinham com o estado ao qual pertenciam, eu acredito que vc esteja BASTANTE equivocado @Mondragon. Fora que os níveis de testo do homem do passado eram umas 100x maior que os nossos. Muito provavelmente esse retrato cinematográfico seja muito suave e romântico se tratando dos guerreiros espartanos.

Na Esparta de Licurgo o cidadão só seria cidadão se pudesse lutar e tivesse totalmente a disposição de dar a vida pelo estado.