Fórum do Búfalo

Versão completa: [Relato] Minha Experiência Como Barman e o Lado Sujo das Baladas
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Há uns 2 anos, eu compartilhei um pouco da minha experiência como barman num tópico chamado "Observando uma balada ate o fim." aqui do FdB. Não sabia que ia render tanto, e como o pessoal tinha interessado, fiquei devendo um tópico mais bem escrito sobre isso. Houve algum confrade que compilou e organizou os posts, e eu agradeço. E de forma alguma isso aqui é para desmerecer o trabalho de quem tinha organizado as postagens. Estou voltando nesse assunto e criando um tópico definitivo para corrigir o jeito meio porco que escrevi na época, abordar algumas reflexões, expor mais algumas coisas sobre o modus operandi e contar mais sobre a experiência. Eu sou linguiceiro pra escrever, então se tiver interessado, leia isso quando tiver tempo e não tiver nada para fazer. Não vai encontrar aqui nenhum descobrimento da roda.

Aviso de antemão que esse é um texto PARCIAL e de opinião NEGATIVA sobre baladas. Um pouco crítico e também tentei ser um pouco bem humorado pra tirar o ar pesado. São apenas conclusões particulares minhas e o que eu vi acontecer. Não me interessa se existe baladas exceções, lugares bons, etc. Trabalhei em vários lugares: pubs, afters e sunsets em fazendas, casas de shows, eventos, bares comuns, enfim. Fui freelancer e cada final de semana estava onde me pagava melhor.

Também muitas vezes poderá soar em um tom conspiracionista, no entanto, quem estudar Publicidade e Propaganda poderá confirmar algumas coisas que direi. E, também, através da própria experiência de vocês ao frequentar baladas, com um bom olhar analítico, também poderão confirmar a realidade suja.

Aviso também que fui e sou um cara bastante mediano e comum. Não sei porque, mas quando conto que já trabalhei como barman, sempre pensam que barmans são caras bombados, que trabalhavam sem camisa, gravata borboleta e dão pintada na cara das velhas quando as festas acabavam. E não é assim. É bastante diferente. As pessoas tem uma imagem errada do que é barman devido as propagandas e os filmes. A realidade é que somos simples balconistas.

Não foram anos gloriosos e eu não achava aquilo uma maravilha. Mas, como sabem, a necessidade é uma merda e o que tiver que fazer, você faz. Então eu apenas ligava o piloto automático e fazia meu trabalho. Tentando observar e tirar algum ensinamento que preste desse tipo de vida. E acabei descobrindo mais sujeiras que eu imaginava existir.

Aviso também que não sou contra baladas. Se você se julga maduro, tem grana, e gosta mesmo, esse não é um texto pra ti, mas pode ser interessante você saber como funciona certas coisas por baixos dos panos. Esse texto é mais uma tentativa de regaste dos irmãos que só se fodem nesse mundo da noite, estão imersos em ilusões e perdendo a sanidade mental, a grana e a vontade própria.

Espero poder contribuir com alguma coisa para vocês. Especialmente aos novatos que ainda estão presos na ilusão de que balada é bom para o homem e salvar o seu dinheiro.

Tudo Começa Com Propagandas

[Imagem: o-que-e-propaganda-enganosa.jpg]

Baladas são um meio sujo de ganhar dinheiro. Muitos dizem que vai lá quem quer, gasta quem quer, e é apenas um negócio. E não é bem assim… O tráfico também é um negócio e nem por isso é um meio honesto de ganhar dinheiro. Tudo aquilo que utiliza da exploração emocional do outro e visa torná-lo dependente de algo para ganhar dinheiro é moralmente errado (e isso é só minha opinião). E como isso acontece nas baladas? Através do grande pilar da noite: as propagandas.

O pilar de toda festa é a propaganda, e uma propaganda bem sucedida te criará a necessidade de você ir para aquele lugar e consumir o que ali está, mesmo que você originalmente não precise de nada daquilo. Talvez a comparação com o tráfico tenha ficado muito pesada para os bumbuns sensíveis, então compare ao lixo do telemarketing, que ficam tentando te empurrar coisas que você não precisa, ou que utiliza do bilhete do Pinguim ou ficam ligando para aposentados e pensionistas oferecendo um empréstimo para a maioria das pessoas que não tem uma mínima instrução financeira, e milhões se endividam todos os anos por causa disso e passam anos na merda. Tudo aquilo que mexe com a cabeça das pessoas não é um jeito limpo de ganhar dinheiro. No entanto, isso não deixará de existir, e não tem como ser impedido porque essa é a selva humana, é a manifestação da nossa própria animalidade. Então, como na selva você nunca conseguirá ensinar um urso a não te atacar, é melhor você aprender a se defender e evitar os lugares que eles dominam.

Não vá para baladas achando que é um jogo de sedução, porque não é. Lá é um moedouro, e a matéria-prima é o homem frágil emocionalmente do século XXI. E quem está comandando todo esse show de horrores provavelmente é outro homem, que sabe da inferioridade emocional do restante e usa isso para encher os próprios bolsos. O grande perigo do homem ser vulnerável fisicamente é sempre que o outro mais forte vai poder subjuga-lo, isso é uma verdade escancarada e fácil de comprovar. Mas isso se estende para o campo emocional. E o emocional é o caldeirão do Diabo, muito pior do que o nível físico. Porque o homem fraco emocionalmente não terá somente o corpo físico quebrado, terá sua mente, seu espírito, sua força vital, suas crenças, seus princípios, tudo, drenado para o esgoto sem piedade por um rival mais forte e impiedoso.

Baladas são armadilhas para nós homens, e senão tiver algo que mexa com a nossa cabeça, nós não iremos perder dinheiro e uma noite lá, porque RACIONALMENTE todos nós já sabemos disso. Por isso a propaganda é tão importante.

Naturalmente, você já tem a sua volta várias propagandas indiretas(sem relação com baladas) incentivando-o a ser feliz, ao carpe diem, mexendo no seu subconsciente com a necessidade de fuga da realidade. Como somos seres humanos escravos do nosso instinto não dominado, nós naturalmente já temos uma porta aberta para esse vírus de ilusão. Isso não é suficiente para atrair os ratos, mas é a porta aberta. E a intenção da propaganda é justamente se aproveitar dessa porta, passar-lhe o vírus, alterar o seu cérebro, e te tornar um zumbi dependente daquele produto. E o produto das baladas é a fuga da realidade e a falsa esperança de sexo. E as propagandas são para te tornar tão dependente até que se torne um homem incapaz de passar um sábado a noite em casa e que vivi para gastar seu salário mínimo fodendo sua saúde e acreditando que nesse sábado será diferente. Te tornará um homem que busca por sexo, mas quase nunca o tem, mas sempre perde seu emocional e dinheiro nessa jornada. A maioria dos baladeiros não são nada mais do que burros que caminham com as cenouras penduradas nas suas frentes, mas nunca as terá, mas o exercício serve pra girar o moedouro da fazenda.

A propaganda tem duas faces, uma boa, e outra má. A boa é usada quando você quer vender um produto, e se alguém precisar, visualiza como forma de identificação e informação. Porém, o outro lado da propaganda é cruel e tenebroso, que é um grande esquema psicológico para te criar necessidade de ter coisas que você não precisa ter, para que alguém possa lucrar. E é esse o lado tão explorado na balada. Você não precisa daquelas mulheres, não precisa daquelas bebidas, não precisa daquela casa, não precisa daquela música, mas você achará que precisa se a propaganda tiver feito um bom trabalho na sua mente. As propagandas da balada visam aliar sua necessidade sexual natural, com a ilusão de ter o que você não precisa ter. Por isso ela é tão eficaz e é o pilar de toda essa armadilha. Fuja das propagandas e será imune as baladas, protegendo seu emocional e seu dinheiro.

A verdade suprema dentro da balada é que ninguém quer te fazer feliz, ninguém se importa se você é feliz, ninguém quer que tu seja feliz, e felicidade não se compra com dinheiro (mas sofrimento sim). Sua presença não é especial, porque você é somente uma bateria facilmente substituível que quando não tiver mais energia para frequentar as baladas, ninguém sentirá sua falta porque tu já foi substituído por outro paspalho ignorante e vulnerável.

E tenham certeza: um dia vocês deixarão de frequentar baladas. Seja porque vão acordar para o custo-benefício horrível, ou seja porque sua sanidade mental foi para as cucuias, ou porque simplesmente faliu.

Deixem as baladas para as mulheres modernas e empoderadas, independentes e bem resolvidas, "que só vão lá para dançar e curtir", porque elas são as crianças que se divertem sentadas na borda do grande moedouro ao qual você tanto luta para entrar.

Seja imune as propagandas!
O Modus Operandi

[Imagem: coyote_foolproof_plan.jpg]

1 - Nas redes sociais, sempre marcam as pessoas populares na divulgação do evento, especialmente mulheres. Isso vai criando uma cadeia de propaganda no feed de notícias das pessoas. E o paspalho ao ver que muitas mulheres confirmaram presença, foram marcadas, comentaram, ou o que quer seja desse tipo, vai se interessar. Em regra, quanto mais mulheres numa balada, mais clientes (homens). É a lógica da cadela no cio. Pra cada cadela no cio existe 10 cachorros atrás. O objetivo da balada é te tornar o cachorro que assiste a fêmea cruzar com o mais forte do bando enquanto tu fica babando com seu pau arrastando no chão. E assim, possam captar sua grana.

2 - No trabalho de campo(colar adesivo em carros, distribuir flyers, etc), as meninas são instruídas pelo promoters a usarem roupas curtas e maquiagens nas divulgações de festas, e a serem doces e gentis com os homens. E quando elas topam com um cliente que pareça ser rico, elas tentam criar intimidade para levá-lo até lá. Pouco importa se é casado, tem filhos, etc. O objetivo é leva-lo para a festa. E aí passam telefone, se jogam para cima do cara, garantem presença dela na festa, enfim.

3 - Hoje é bastante comum ter fotógrafos em boates e pubs. Isso é porque o ser humano é tão dependente do ego que uma simples foto numa página de uma casa famosa é o suficiente pra ele se sentir melhor que os outros. Sabe aquelas merdas de "revista classe A" que existe nas cidades, só pra puxar saco das famílias ricas? Pois é, é mais ou menos isso aí se tratando de ego. E tem muita gente que se sente o máximo porque teve uma fotinha na baladinha monstra públicada na página. Mas a real intenção disso é: massagear o teu ego, pra tu se tornar piolho da casa. Também visa mostrar que aquela casa é sempre muito frequentada por mulheres, pra fazer uma propaganda indireta para os homens. Quando virem fotos de festas, ou aqueles vídeos sensacionais das pessoas felizes, conte a quantidade de homens e conte a quantidade de mulheres, e conte a quantidade de mulheres feias e de mulheres bonitas. Vocês vão perceber algo legal.

4 - As meninas que ficam nas portas das boates são para fazer volume e geralmente estão sendo pagas com alguma bebida da casa. Muitas vezes vão deixar apenas uma pessoa(geralmente mulher e bonita) para cadastrar os clientes para que a entrada fique lenta e gere fila. Frequentemente o sistema irá cair ou estará lento. Tudo isso pra acumular gente na porta da festa, pois isso faz uma divulgação indireta com quem passa na porta durante o início da noite e atiça a curiosidade dos sonsos. Nos pubs, os primeiros clientes são sempre direcionados pelo garçom para as mesas que fiquem nos locais onde quem passa na rua possa ver os clientes que estão lá dentro. Isso é para dar a impressão de "casa cheia". Porque ser humano é burro e quando ele saí de casa, ele saí geralmente para onde uma manada está. E isso realmente funciona pra caralho. Muitas pessoas deixam de ir em um lugar que queriam, para ir em outro onde tem muita gente.

5 -  Os organizadores fazem correr boatos que de festa X terá muita mulher antes e durante o evento. E isso funciona em duas vias:
  5.1 - Os homens que, obviamente, são pegos nisso e não precisa dizer o porque.
  5.2 - As mulheres que, mexem com a necessidade subconsciente delas de competição umas com as outras. Não vou alongar nisso porque isso já foi bastante falado.

Isso é muito feito pelos promoters. Como costumam ser pessoas populares cheios de "amizades", estão sempre dizendo por aí como tal casa X dá sempre mulher pra caralho e etc. Isso é apenas outras propaganda indireta, aquela conhecida como "boca a boca".

6 - Os empregados recebem instruções de sempre conversarem com os clientes um pouco quando possível, de como aquele lugar é legal, como aquele pub é bom, como tem mulher bonita ali e como estamos felizes por participar daquela festa e fazer os clientes felizes.

Isso acontece porque se você consegue fazer o cliente se sentir no lugar certo, ele não pensa antes de gastar. Sabe aquela tática dos cassinos americanos de colocar umas potrancas do seu lado, massageando seu saco e te fazendo carinho pra te estimular a apostar e consumir mais? Pois é, é isso aí. A diferença é que eu não massageava as bolas de ninguém. Isso é bastante visto sendo praticado por garçons. Reparem que nos pubs eles sempre tentam criar amizades, proximidade, etc. Isso para eles funciona por duas vias: ajudar a casa com o cliente consumindo mais, e aumentar as chances de ganhar uma groja.

7 - Não existe cortesia e ninguém entra de graça. As mulheres que entram por cortesia tiveram seu passe pago por um homem aleatório. O preço do ingresso/entrada masculina está sempre dobrado. Se pagou 30, a entrada na casa vale 15. Se pagou 15, a entrada na casa vale 7,50. Os homens inferiores/medianos pagam para as mulheres se divertirem e transarem com homens destacados. Consegue entender o mar de lama que um baladeiro é?

Eu fiquei sabendo disso em um pub que trabalhei onde o dono era muito esnobe, o tipo de pessoa que conta vantagem sobre tudo. Como os amigos dele entravam de graça, e alguns se sentiam incomodados, ele sempre ria dizendo que alguém já pagou a entrada dele, que era pra ele relaxar. E um dia me explicou essa covardia aí.

8 - Os barmans e garçons também são instruídos a marcarem consumo a mais para os clientes que se apresentem embriagados. Isso aqui é bastante unânime. Não teve um lugar que eu trabalhei que o organizador não tenha dado essas instruções. Eu nunca fiz, mas meus colegas faziam.

9 - Seguranças: eles possuem sempre algumas funções extras.

Ex.: alguns sempre vendem uma "bala" ou sabe quem está vendendo, agenciam GPs, vigiam banheiros de deficientes que o pessoal usa para fazer sexo, intimidar os clientes que notaram as coisas estranhas na comanda a pagar, ganhar um extra (dinheiro ou sexo) deixando alguma espertinha entrar. Não critico muito esses caras porque foi pela amizades deles que eu me salvei de muito bronca com cara babaca nos camarotes que eu trabalhava.

10 - Lavagem de dinheiro: não posso comprovar. Ouvi bastante casos de como traficantes ou políticos corruptos lavavam dinheiro por meio de festas. Como eu disse, não posso comprovar e nunca vi de fato já que nunca trabalhei na administração. Mas não duvido que isso aconteça.

11 - Eu também me aproveitava daquela situação para aumentar o dinheiro recebido da noite. Comprava maços de cigarros, e vendia cada cigarro por 2,00. Em boate é impressionante como as pessoas gostam de aparecer, e até quem não fuma no dia-a-dia, fuma na noite para parecer mais descolado. Quem vendia "balas" e outras drogas, tirava fácil um salário mínimo por final de semana.


Passado de mulher não é igual cozinha de restaurante?
Pois "adega" de balada é igual passado de mulher.

Bebidas são no geral falsificadas e reaproveitadas, e 95% de quem frequenta balada consome água de esgoto.

As bebidas originais são guardadas para os magnatas que não chegam a ser nem 5% do público de uma festa. Especialmente whiskys e vodkas. E isso acontece por razões muitos simples: muitas vezes, embora mais barato, não compensa comprar diretamente dos fornecedores, porque eles são cheios de firulas de exclusividade da marca, quantidade mínima de pedido, demora na entrega, etc. Embora compense comprar as bebidas nos supermercados ou conveniências, já que as casas sempre revendem pelo menos por 3x+ aquele preço que tu pagaria se comprasse a mesma bebida na loja, compensa muito mais revender bebidas falsificadas dos nossos irmãos paraguaios, porque o lucro é exorbitante. Se vão todos vomitar no dia seguinte e ninguém se lembrará mais mesmo, por que não fazer isso? Assim eles pensam.

Algumas coisas que já presenciei:

  - Tequila: colocavam metade de "Redfake" na garrafa vazia de José Cuervo, em seguida completava com pinga 51. Sacudia e nós tínhamos a bomba mexicana. Confesso que era engraçado servir isso para os incautos que só queriam um negócio pra rasgar a garganta achando que tequila é isso mesmo, e ainda saírem por aí dizendo que a bebida era original porque eles eram entendidos do assunto. A lei era: com limão e sal após as 2h da manha, qualquer coisa vira tequila. Ainda mais se usado contra pessoas superficiais e já embriagadas.

E aqui também acontecia uma bastante interessante: como isso era feito num pub de elite aqui, a maioria dos jovens não questionavam quando percebiam algo de errado. Muitas até percebiam algo errado, só que pelo fato do pub ser muito renomado e respeitado, quase ninguém dos que percebiam questionava a procedência.

- Falsificação: Não vou falar nada. Só vou deixar dois vídeos ensinando como é fácil:








Vocês podem encontrar diversos vídeos no YT sobre falsificação de bebida. Recomendo assistir.

Muitas vezes a gente chegava e já estava tudo pronto pra trabalhar com as garrafas que vão para as mesas separadas das garrafas que ficam penduradas nos dosadores. Embora ambas falsas, as que ficam no bar são ainda piores. Garrafas destinadas a servir doses avulsas são sempre as piores. Se você encontrar whiskys importados que na verdade contém whisky nacional dentro, você ainda está no lucro. A verdade é que boa parte dessas bebidas vem do Paraguai e só Deus sabe o que é aquilo.

Nenhuma casa precisa falsificar bebida porque elas vendem tudo caro e com margens de lucros abusivos. O problema é que o ser humano é ganancioso, e se ele pode lucrar um pouco mais, ele fará. E vender bebida falsificada traz um lucro triplicado, do que somente vender bebidas originais. Porque envolve todo o processo das bebidas serem baratas porque são falsas, e de como é fácil fugir do Leão.

- Cervejas: é bastante comum as pessoas não tomarem a cerveja toda das longs porque ela esquenta rápido de tu ficar segurando. E há lugares que se aproveitam disso, onde junta todo esse resto que ainda dá pra beber e coloca nas garrafas que ainda estão intactas, e servem após o auge da festa quando boa parte já está embriagado. Isso acontece bastante em festas que só servem uma opção de cerveja. Provavelmente você nunca vai perceber isso, porque os barmans fazem a cortesia de abrir a longneck pra você, e então você não perceberá que ela já estava aberta, e provavelmente já estará alterado o suficiente para não se lembrar que fazem isso. Mas algumas vezes você e seus amigos vão ser premiados com algumas cervejas chocas por aí, e aí você já sabe. Não foi prática comum comigo não. Isso aconteceu em uma boate bem trash e num sunset a céu aberto que eu já trabalhei, que eu me lembre.

- Sucos naturais: sempre tinha sucos baratos de saquinhos, onde o macete era bater no liquidificador com menos água do que recomendado, pra ele ficar grosso, consistente e espumoso. Isso aí é prache em restaurante. Desconfiem dos sucos que vocês não veem serem preparados e que já chegam prontos. Muitos são artificiais sendo vendidos como naturais.

- Tonel de cachaça artesanal: a dose que vendíamos de "cachaça artesanal" comprava um 1L de pinga vagabunda que abastecia o tonel. E havia uma diferença de 10,00 com caipirinha feita de "pinga comum" e "cachaça artesanal". Obviamente, ambas eram da mesma pinga, mas a caipirinha que usava a "cachaça artesanal" era mais cara. Também pingavam um pouco de corante amarelado no tonel.

- Gelo: os recipientes onde ficava o gelo sempre deixávamos raspas no pegador, assim, quando colocávamos gelos nos copos, as raspas iam para o fundo, e isso dava a impressão de que a dose que o cliente consumia veio com "chorinho" carregado, quando na verdade ás vezes vinha até menos do que os 50ml que ele pagou. E gelo que caí no chão, a regra é clara: volta pro balde. Não desperdice água! E chão de boate vocês sabem, é bem limpo.

- Higiene: SEMPRE limpem as bocas das longnecks ou latinhas. Em todos os lugares que trabalhei, nenhuma dessas garrafas ou latas são lavadas antes de serem colocadas no freezer. Elas já vem transportadas por caminhões que não sabemos a procedência. Já aconteceu caso do próprio dono do pub colocar longnecks para gelar que vieram dentro de uma caixa cheia de baratas e outros bichos, sem nem passar na torneira.

- Comidas: trabalhei em alguns pubs que serviam algumas refeições, como por exemplo: batata frita, sanduíches, frios, etc. Acreditem: a cozinheira de um deles já tirou até rato de dentro do pão, fritou e serviu. Servir pães e queijos vencidos eram praxe. Haviam muitos donos que não aceitavam que nada fosse para o lixo. Os pratos que voltam, como por exemplo, de batata fritas, são sempre limpas as que sobram e colocadas em outro prato após serem requentadas. O que era mais impressionante é que esses pubs eram realmente lugares onde a elite frequentava (principalmente aqueles pseudo intelectuais de esquerda + fanboys que tratam cerveja artesanal como a oitava maravilha do mundo que só eles apreciam). E sempre eram lugares onde estavam sempre tudo de acordo com a vigilância sanitária, por incrível que pareça.
SESSÃO RELATOS

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Clique no spoiler para ver a mulher exceção e futura esposa.

1 - Nunca fui cantado pelas damas sem interesse na possibilidade de eu dar bebidas de graça. Sorrisos e doçuras das belas senhoritas que ainda estavam solitárias nas festas sempre eram dados como pagamento adiantado pela cortesia do barman em dar um drinque de graça. Nunca saiu. E era sempre engraçado como as mulheres mudavam de anjinhas para diabas chiliquentas após um não. E depois, quando elas conseguiam algum paspalho para comprar alguma bebida para elas, chegavam no bar fazendo questão de mostrar e pedir algo caro querendo nos esnobar, como se isso me importasse.

2 - Não é estranho ver mulheres acompanhadas flertando com outros homens. Alguns capachos sempre levantavam de suas mesas e iam buscar bebida no bar, e nesse tempo sua dama já flertava e bulinava os amigos. Ou outras vezes, ela mesma levantava para ir ao banheiro, em uma dessas caso cruzasse com um bombado por exemplo, uns 10 minutos de pegação não fazia mal pra relação saudável do casal moderno que frequenta as noites agitadas.

3 - Banheiro de deficiente em todos lugares foi quartinho de sexo. Ali estão as experiências mais sujas que muitas namoradinhas honradas de hoje viveram. Já vi diversas santinhas saírem todas amassadas desses lugares limpando a boca seguidas de um cara fechando a barguia. E sempre há GPs trabalhando nesses lugares. Inclusive, balada é um ambiente onde tu não consegue diferenciar civil de GP porque todas se vestem e agem iguais.

Nas festas ao ar livre, sempre tem um cruzo num banheiro químico, no estacionamento ou no meio do mato. SEMPRE. Muito provavelmente seu sonho de namoradinha já deu pra um cara que ela nem sabe o nome em um matagal de alguma rave. Todas as meninas que já vi fazerem isso, é tudo menina com "aparência de família". Conhecia algumas no dia a dia, inclusive. Conheço até hoje uma perva que rodou mais que beyblade, fez tudo o que podia fazer na vida de putaria, usou todos os buracos que podia usar, e casou com um playboy que jamais soube do seu passado e a exibi por aí como mulher honrada.

4 - Presenciei diversas vezes o fingimento da embriaguez, especialmente de mulheres. Damas que consumiam duas cervejas e começavam a fingir que estavam bêbadas para justificar comportamentos promíscuos.

Ex.: dançar em cima da mesa, rebolar e pegar na bengala dos amigos, ligar para ex, trair namorado, etc. Tudo para poderem serem putas sem culpa (Como se alguém que frequenta boates acharia de alguma forma um ponto negativo elas a serem assim…). Ou para poder sempre ter uma desculpa caso o que elas fizessem saísse dali: era só dizer que estava bêbada ou não lembrava, e tudo seria aceito e perdoado pela terrível sociedade que oprimi a mulher ser o que ela não é e dá essa condição terrível de vida que elas tem hoje de repressão sexual. Você sempre verá mulheres bebaças, ligando pra ex, tirando a roupa, esfregando a bunda no corrimão, mostrando a xota… Mas que consumiram apenas uma latinha.

5 - Muitas vezes você vai encontrar homens babacas, alias, balada é o reduto de caras babacas (deve ser por isso que é bom, reúne o pior das mulheres com o pior dos homens). Muitas vezes tive encrencas com homens que usavam de sua posição social pra encher o saco. Médicos, advogados, policiais civis, empresários barrigudos, traficantes… Todos esses caras com o pau pequeno sempre vão tentar compensar isso com a sua pompa. Já fui parar em delegacia por conta de um merdinha bêbado que considerava tudo desacato e já fui embora com medo de um traficante me meter bala porque segundo ele, eu havia olhado pra sua "Arlequina exceção".

São sempre esses que vão arranjar confusão pra tentar se mostrar, e numa dessas, sempre tem um abobado que apanha de graça. Já tive problemas por eu não levar bebida na mesa desses senhores (mesmo não sendo minha função), mulheres que eram acompanhadas desses caras e se sentiam como rainhas e vinham mandar em mim. Já salvei caras que não tinha nada a ver e apanhavam de graça.

Eu e meus colegas eram muitas vezes tratados como serviçais. Até me sentia um escravo que ficava por conta de servir vinho nos bacanais romanos. Como eu não saía do bar para nada e não exercia trabalho que não era o meu, tretava muitas vezes quando trabalhava nos bares da área VIP. VIP, camarotes… é sempre o pior lugar pra trabalhar, porque o pessoal por conta de uma pulseira, se sentem como faraós e tratam quem trabalha na casa como lixo. Lembro bem ainda como os garçons sofriam na mão dessa gente. São marmanjos de 30+ anos fazendo bullyng como se tivessem no colégio, contra caras que precisava daquela grana, eram pobres, estudantes, tava lá lutando pela vida de alguma forma. Era foda.

6 - Vocês ficariam assustadoramente impressionados em como mulheres lindas podem ser porcas e sexualmente doentes. Existem casos horríveis envolvendo mulheres com doenças escrotas pra caralho. Se quer transar casualmente, contrate uma GP de boa procedência. Como isso é a "profissão" delas, provavelmente se cuidam melhor que as civis promíscuas baladeiras. E vai gastar menos do que numa balada e vai ter o que você procura garantido.

Já fiquei sabendo de mulheres lindas que tinham AIDS, corrimentos, beiça carcomida… Já vi verdadeiras ninfas mitológicas do cu rosa bebaças mijando e vomitando atrás de carros.
Coisas assim não são estranhas em estacionamentos, becos, esquinas, matagais:


Não abra se estiver comendo.


Não que eu ache estranho mulher mijar e cagar, mas chupar um pau, mijar, cagar, vomitar, beijar na boca, tudo numa noite só… Isso é doentio, e muito comum, infelizmente.  Não é algo que todas as mulheres que frequentam baladas fazem, mas toda noite sempre uma amostra grátis. haha

7 - Djs desconhecidos do seu país de origem e que morreriam de fome no próprio país, fazem grana pra caralho vindo tocar no Brasil. Junto o ego maníaco e  a síndrome do vira-lata, e consegue reunir numa noite só centenas de pessoas para puxar saco de um cara que não faz absolutamente nada de especial. Só para poder colocarem nas redes sociais que foram num show de um Dj lá do Cambodja.

8 - É sempre engraçado topar com baladeiras quando arranjam namorados. Elas sabem, que a gente que está na noite sabe as merdas que elas fazem, e quando elas chegavam nas festas acompanhadas do futuro corno ou topa com a gente na rua, elas abaixam a cabeça para não cumprimentar.

Já vi meninas que pagam suas entradas sempre no bola-gato nos seguranças, arranjarem namorados e casarem depois. Meninas bonitas pra caralho, boa família, dando pra 2, 3, caras numa noite só em banheiro e estacionamento. Acho que é um pouco desnecessário contar todas as putarias que eu já vi a santinhas fazerem e depois casarem porque vocês sabem como a vida é. Impressiona muito meninas com caras de princesas, famílias muito estruturadas, mas que são verdadeiras atrizes pornos do mundo real.



A Sedução Na Balada

[Imagem: hqdefault.jpg]

A balada é o melhor lugar para te mostrar que sedução não existe. É um lugar cheio, barulhento, impossível de conversar, onde os homens disputam mulheres e pompas uns com os outros, as mulheres disputam egos e "glamour" umas com as outras, enfim.

As mulheres vão para as baladas já com o tipo de homem definido que elas querem transar, e geralmente são dois: ricos ou bombados. Em 2015 eu usava palavras juvenas como "alfas". Mas a palavra correta é destacado. Os ricos porque, obviamente, elas tem grande chance de prender o cara e garantir o futuro com chá de buceta. Não achem que porque homens tem dinheiro eles são mais espertos, porque não são. Eu já conheci vários que acharam suas esposas nesses ambientes e casaram com rodadas. E os bombados porque elas sentem atração, sei lá. Não importa. Mas é dois tipos de homens que eu já vi dentro das festas que pegam as mulheres. Os caras comuns, medianos, assalariados, ficam sempre chupando bala. Não tem jeito. Os que são mais humildes e miram nas mulheres mais feias até conseguem alguma coisa, mas não é tão fácil, também. Porque qualquer mulher hoje se acha uma deusa e digna como uma, então possuem egos estratosféricos. E como baladas é um ambiente completamente fútil, o que importa são as aparências. Eu perdi as contas de quantas vezes eu via caras desanimados no fim da festa ao lado dos amigos sentado nos cantos, escorados no balcão, indo pagar a conta, enfim. Caras de boas, trabalhadores, assalariados, mas presos a matrix, perdendo dinheiro suado, vendo os outros se divertirem e eles se fudendo só com os tocos.

Se você é um cara que toma toco a noite inteira, experimente chegar nessas mulheres não muito agraciadas com a beleza depois das 2h da manhã. Quando elas tiverem com o ego quebrado por terem sido rejeitada pelo melhores e por ter mulheres mais lindas do que elas na festa, qualquer São Jorge vai servir. Percebam que no começo da festa, todas as mulheres, por mais feias que sejam, se acham as deusas do Olimpo. E no final, elas perdem toda aquela arrogância e ficam com o primeiro que devolva-lhes o ego perdido ou enchem a cara de verdade pra tentar esquecer a noite de rejeição e subjugação de fêmeas melhores do que elas. Isso aqui é um conselho melhor do que qualquer livro de sedução do mundo.

Não se iluda achando que porque você é um homem tem que praticar a "caçada". A caçada masculina no campo da sedução não se restringe a uma noite e um processo que dura 5 minutos de conversa. Ou que muitas vezes nem tem. Mulheres promíscuas não são conquistáveis. O processo que vocês chamam de "conquista" é apenas uma mera formalidade diante da mulher fácil que já tem pré determinado para aquela noite o tipo de homem que ela irá transar ou não, e como você muito provavelmente não será esse tipo, você estará perdendo tempo e dinheiro.

Entendam: as conversas entre machos e fêmeas não são mais jogos de sedução. Os tempos são outros. feminazismo, baladas, tinder… Não existe mais conquista de fato. O feminazismo assassinou os Don Juans e qualquer técnica milagrosa que você conheça de sedução, por mais que você se ache um conquistador. Não há o que ser conquistado.

Se você acredita que tem que exercer sua habilidade de conquista na balada, você acredita que leões se tornam fortes comendo presas abatidas. E mulheres baladeiras não são nada mais do que presas abatidas. E esses conquistadores de araque não estão próximos de leões, e sim de urubus. Vocês já viram como urubus se alimentam? Disputam uns com os outros a carne morta, depois do rei do bando já ter comido as melhores partes do cadáver. E essa é a melhor analogia entre balada e sedução que você vai ler na sua vida.

O Mito "Estou indo para curtir"

Isso é uma mentira e todo mundo sabe. Mas são hipócritas demais pra assumirem. A verdade é:

1. Homem vai parar buscar sexo.
2. Mulher vai para:
- Tentar arranjar homem rico;
- Competir com outras mulheres o seu "glamour";
- Elevar o ego dando toco em homens que julguem inferiores;
- Sexo com algum biotipo específico que sintam atração;
- Fazer social, tirar fotos, por em redes sociais;

Quem lucra de verdade com balada?
O único vencedor são os donos e organizadores das festas. Explorando emocionalmente os outros homens induzindo-os a gastar pegando-os pela suas necessidades sexuais e a mente presa pela Matrix, e vendendo bebidas falsas e com margem de lucros abusivas. Mulheres nunca saem perdendo. Mesmo aquelas que foram rejeitadas e perdem a guerra perante fêmeas melhores, ainda se sentem bem no outro dia por terem ido na baladinha "viver a vida". Quem perde é apenas o homem comum, trabalhador, dominado pelos instintos e fraco emocionalmente.

Balada é a coisa mais anti-homem já criada. Espero que se existir alguém endividado e dependente desse estilo de vida, que sirva a reflexão e consiga se libertar.
Num evento na praia , aqui no Rio , uma vez parei próximo à base de um desses camelôs que vendem whisky com Red Bull. O cara saiu gritando exatamente isso, "whisky com red bull, 10 lulas". Tomei um susto quando ele, ao voltar pra base e reabastecer, encher uma garrafa de JW com um Natu Nobilis da vida e a lata de red bull com guaraná zero. Lendo o que o Ermac escreveu, antes e agora, não foi diferente em nenhuma das minha baladas eu creio.

E ,fazendo eco com o aspecto som em casa noturna, sempre me dei bem foi no fumodromo ou fora da casa, quase nunca dentro do ambiente da casa.
E não lembro de balada nenhuma da qual eu não tenha saído chapado. Fui varias vezes só que nunca me identifiquei com aquilo. Ia tentar a sorte num lugar do qual eu queria estar a quilômetros de distancia.
Se teve uma coisa que eu fiz na vida foi comer mulher em canto de balada.....eu sempre me deu muito bem em balada...mais por causa da aparência mesmo....depois quando conhecia os donos das casas sempre eles já preparavam os esquemas deles é o dos amigos....eram Minas de faculdade lindas que davam sem dó.
..os bacanais existem e sempre existirão.
O engraçado é que você falou sobre baladas, mas a maioria das coisas que você disse são válidas para as famosas festas de faculdade.

Mais engraçado ainda é que cada festa dessa tem um nome diferente, e elas ficam disputando entre si pra ver qual é melhor. No fim são todas iguais.
Baladas são o puteiro pra mulher, como diria o Doutrina.  Gostei muito da analogia com Urubu. Sei que é algo pessoal, mas gostaria de saber o que estes clientes "reis do camarote" fizeram com vc. Eu entendo se não quiser escrever a respeito

(09-11-2017, 08:16 PM)Czar Escreveu: [ -> ]O engraçado é que você falou sobre baladas, mas a maioria das coisas que você disse são válidas para as famosas festas de faculdade.

Mais engraçado ainda é que cada festa dessa tem um nome diferente, e elas ficam disputando entre si pra ver qual é melhor. No fim são todas iguais.

Festa de faculdade pelo menos vc não paga uma insanidade absurda.
Muito grato por compartilhar sua experiência de vida, confrade Ermac.

Tem coisas que a gente vê e desconfia que acontece, que percebe, mas tem outras que não. Só quem já trabalhou nesse meio pra conhecer todas as falcatruagens que rolam, e o lado mais obscuro e doentio da coisa.

Eu particularmente posso contar nos dedos às vezes que "me dei bem" em baladas. Mas ainda assim, por anos e anos insistia em ir e torrar $$$ nelas. Como diz aquela música, "todo mundo espera alguma coisa, de um sábado à noite...". Quando a gente já tá dentro da roda, é difícil ver o panorama todo. Abrir os olhos foi uma benção.
Excelente tópico.Seria bom um aprofundamento maior entre os confrades!Relatos seriam bem-vindos!
Muito interessante e esclarecedor o relato do confrade. Mostra muita coisa que a gente até vê mas não percebe em profundidade nas baladas. Obrigado por compartilhar sua experiência!
- Só fui há balada uma vez na vida, e mesmo assim, fui como convidado de uma aniversariante, amiga de uma antiga namorada na época.

- Já não gostava, depois da experiência então... que não passei a gostar mesmo. Nada contra quem curte, porém, não é minha área. No fim, o babaca (beta clássico) pagou a conta do momozim. E a minha 'comander', vazia. kkkkk. Na época gastei uns 50 contos com dois drinques (se não me falha a memória).

- Cômico foi algum tempo depois, essa mesma amiga um dia me ligar (do nada) na madrugada querendo me dá. Mas, aí já é um outro assunto. yaoming

- No mais, balada é caro e não vale a pena no contexto geral.
Ótimo tópico confrade. Esse seu relato é a prova de que não devemos de forma alguma aceitar baladeiras e não deixar sermos explorados financeiramente por donos de festas.
Eu confesso que não chegava a pensar em algumas coisas que quando li fiz um facepalm muito intrigado. Mas é isso aí, é a realidade.
Muito informativo.
(09-11-2017, 07:43 PM)Spectro Escreveu: [ -> ]Se teve uma coisa que eu fiz na vida foi comer mulher em canto de balada.....eu sempre me deu muito bem em balada...mais por causa da aparência mesmo....depois quando conhecia os donos das casas sempre eles já preparavam os esquemas deles é o dos amigos....eram Minas de faculdade lindas que davam sem dó.
..os bacanais existem e sempre existirão.

Mas o nobre confrade já era médico nesse época???

Se sim, tá explicado... rs
Era médico sim e quando era estudante também já tinha status.

Mas é tudo bobagem, final da festa você tá vazio e na merda do mesmo jeito, única coisa que ocupa o vazio é Deus.
Difícil é alguém que está inserido nesse "mundo" acreditar nessas atitudes, certamente vão falar que é "inveja, mentira e etc", menos aceitarem que tudo é uma grande verdade e que são os enganados.
(10-11-2017, 04:40 AM)Thanatos Escreveu: [ -> ]Baladas são o puteiro pra mulher, como diria o Doutrina.  Gostei muito da analogia com Urubu. Sei que é algo pessoal, mas gostaria de saber o que estes clientes "reis do camarote" fizeram com vc. Eu entendo se não quiser escrever a respeito

É porque as áreas vips frequentam quem tem dinheiro, ou o pior, pessoas que querem parecer que tem dinheiro e poder. O camarote ele é uma formae de ostentar e mostrar poder. É onde separa os "pessoas superiores das inferiores". Muita gente rica não gosta de ficar misturado com quem é pobre, é por isso que foram criados os camarotes. O propósito fundamental deles é separar as classes sociais de pessoas. Por isso que quando alguém ganha uma pulseirinha elas sentem elevadas, porque estão inseridas num meio onde, supostamente, estão pessoas superioras, e, portanto, ela também é.

Policial:
Esse foi um tipo de cara que dava carteirada nos lugares. Entrava dando carteirada, se sentia uma espécie de semideus por ser PM. Nesse dia, esse cara deu uma carteirada e conseguiu ir pro VIP. Encheu a cara pra caralho e lotou o limite do cartão de consumo. Então, o computador do bar não passava mais pedido e o cara estava bêbado demais para raciocinar. Não tive o que fazer. Tive que negar o consumo, e aqui o cara de 2m, bombado, policial, despirocou que nem uma dragqueen. Um colega perdeu a paciência, e a gente acabou batendo boca com ele, e no final o cara prendeu a gente por desacato. Os amigos dele que mesmo estando sóbrio, ficaram do lado do cara. Interditaram o bar e seguraram a gente até a polícia chegar e levar a gente pra delegacia. Passamos a madrugada explicando que nariz de porco não era tomada. A gente combinou de não processar o tenente bêbado por ter feito isso com a gente, e deixamos isso quieto.

Traficante:
Esse dia foi muito bosta também. Foi aniversário de um cara que era amigo desse traficante. Também ficou bêbado, e por algum motivo, ele cismou que eu estava olhando pra mulher dele. Foi até o bar me botar pressão, falando que ia me matar pra aprender respeitar mulher dos outros. Voltou pra mesa e lá da mesa ficava olhando pra mim e apontando com os dedos simulando uma arma e atirando, e rindo. Nesse dia eu abandonei o trampo e vim embora. Fiquei alguns finais de semana sem trabalhar nessa boate. kkk Diziam que era só pra botar pressão, mas, eu prefiro não dar sopa. hehe

Esses foram os dois casos mais cabreiros que já me aconteceram. O restante é grosseria de graça, mesmo. Esnobismo, desdém, arrogância. Estão sempre olhando pra ti como se você fosse um tipo de servo exclusivo e menos do que eles. Mandavam limpar mesas, levar bebida para eles, eram incapazes de falar alto para fazer um simples pedido. Davam showzinho para aparecer caso acabasse ou não tivesse a bebida de determinada marca que eles queriam. Pediam coisas para o garçom, o cara levava na mesa, aí faziam questão de sacanear o garçom dizendo que não pediram aquilo, xingavam o cara, humilhavam, botavam apelido etc.

Havia meninas que pediam coquetéis, aí eu fazia, elas tomavam e começavam a dar chilique falando que estava ruim, e não estava porra nenhuma. Só queriam aparecer para as amigas como poderosas exigentes empoderadas. Aí eu ia lá, humildão, pedia desculpa, pegava o coquetel, fazia outro exatamente igual seguindo a mesma receita, a menina tomava um golinho com aquela cara de "agora sim" e tomava seu rumo na festa. Aí voltava depois e pedia mais 2, 3, coquetéis daquele. Mesmo que ficasse bom, as pessoas são incapazes de elogiar, pelo contrário. Elas gostam de falar abobrinha.

Tinha babaca que encrespava comigo porque dizia que eu colocava menos de 50ml na dose porque na cabeça dele 50ml é metade de um copo. Aí até explicar que 50ml é pouca coisa mesmo... Tinha que pegar dosador, mostrar, era um saco. Muito babaca comprava whisky, e pedia pra por gelo, o gelo derretia e deixava a bebida aguada. Aí voltava no bar me culpando pelo whisky ter ficado uma bosta porque ele demorou a beber. Mas só fazem isso acompanhados pra se mostrar para os outros. Por algum motivo, as pessoas acham que se mostrarem exigentes agrega valor nelas.

(09-11-2017, 08:16 PM)Czar Escreveu: [ -> ]O engraçado é que você falou sobre baladas, mas a maioria das coisas que você disse são válidas para as famosas festas de faculdade.

Mais engraçado ainda é que cada festa dessa tem um nome diferente, e elas ficam disputando entre si pra ver qual é melhor. No fim são todas iguais.


Sim, sim. Na verdade você pode encarar "baladas" como um termo genérico para qualquer festinha. Festas de faculdade não deixam de ser baladas. Já trabalhei em algumas, especialmente de medicina. Inclusive, hoje em dias as "atléticas" dos cursos servem apenas para organizar trotes e putaria.

Aqui onde moro, o pessoal de medicina alugava mansões caras, e é um final de semana todo de música, cachaça, droga e putaria. E não tem como ser diferente. Imagine um monte de jovens ricos, que os pais bancam tudo, morando sozinhos longe da cidade natal, com os hormônios a flor da pele, numa sociedade hedonista... Não tem monge que aguente. hehe

É que nem o Spectro falou, são bacanais.

E hoje isso já se estendeu para os outros cursos de faculdade. Tenho um amigo que mora em São Paulo, e já me contou das festas de um tal de Mackenzie... É brasilerinhas da vida real, mano.
(10-11-2017, 04:42 PM)Spectro Escreveu: [ -> ]Era médico sim e quando era estudante também já tinha status.

Mas é tudo bobagem, final da festa você tá vazio e na merda do mesmo jeito, única coisa que ocupa o vazio é Deus.

Mesmo estudante de medicina já tem status, dependendo de onde faça.

Aqui em Brasília tinha uma universidade em particular que o pessoal já ia de branco pra fazer o agendamento do vestibular, querendo demonstrar/agregar status.

E 2 no Spectro. Não adianta tudo isso de status e tal sem maturidade emocional e espiritual
Esse relato é muito bom Ermac. É uma informação e tanto,principalmente para os juvenas.

Eu praticamente nunca gostei de balada,só fui uma vez em uma festa de faculdade,pois estava comemorando o final do curso com os meus colegas.Mas é por aí mesmo.Mulheres com egos inflados competindo pelos caras destacados(tradução:ricos e bombados) e caras atras de sexo.

Mas por outro lado você vê que muitas moças aparentemente "direitas" no dia-a-dia se comportarem de forma degradante,nos mais variados sentidos.

Na minha opinião,e acredito que seja a mesma de vários confrades aqui que balada é um ambiente que não vale a pena frequentar.
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