Fórum do Búfalo

Versão Completa: Em uma situação dessas, o que pensariam? Como agiriam?
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Aproveitando um gancho sobre um assumidor de porra alheia lá no tópico "Poste Imagens aqui!", coloco em pauta uma questão para reflexão e observação dos pontos de vista dos confrades:

O caso veio até minha pessoa por um desabafo de um colega muito querido, rapaz sério, honesto e honrado no que diz respeito a Real, pois ele a conhece e segue.

Um cara (27 anos) namora uma moça (25 anos) tranquila, sincera e etc com o lado obscuro bem reduzido e controlado por sua personalidade simples, recatada, econômica e caseira, mas essa moça tem uma irmã mais velha vadia que já fez vários filhos e larga tudo na mão da avó (mãe das duas em questão, obviamente) e entre essas crias existe uma criança deficiente a quem essa moça tranquila se afeiçoou muito e num futuro falecimento da avó ela se julga ser a responsável por esta criança deficiente, vindo a assumir sua criação e alegando que não teria coragem de dar ela pra mãe vagabundaça criar, pois ela maltrataria. Vocês no lugar do namorado dessa moça tranquila, continuariam, e até casariam um dia, com ela sendo que automaticamente teriam que assumir essa criança na eventual morte da avó para que ela não fique abandonada?

Além de tudo isso considerar os seguintes detalhes:

-A garota tranquila em questão tem muitos irmãos (pelo menos 3 mulheres e 1 homem) todos bem mais velhos, apesar de nenhum desses irmão ser bem de vida, mas aparentemente nenhum se manifesta em ajudar nesta situação nem cuidar da criança deficiente no futuro.

-Os avós da criança são idosos, na faixa dos 70 anos.

-A criança em questão já tem seus 15 anos atualmente (seria pré adolescente ou adolescente? sei lá...), seu problema é apenas físico: Anda com dificuldade sozinha mas consegue se locomover pela casa, precisa de cadeira de rodas para locomoção na rua e de ajuda para tomar banho. Sua personalidade é carinhosa e é educada, apesar de ter ficado uns anos longe da escola e ainda não ser capaz de ler nem escrever, nem deve conseguir pois seu tipo de paralisia afeta um pouco os movimentos de seus dedos das mãos, mas devido a insistência da tal garota tranquila ela voltou a estudar recentemente e gosta disso.

- A mãe vadia é irrecuperável, definitivamente e o pai da garota é um marginalzinho barato que nunca sequer viu a filha, ambos atualmente separados.

-Segundo relatos a criança nasceu com deficiencia devido a mãe vadia fumar, beber e apanhar do marido marginal na época. Ela odeia a filha, jogou no colo da avó para criar e a garota não gosta dela nem a chama de mãe, chamando os avós de pai e mãe.

- O namorado em questão tem sim interesse de criar uma vida com esta garota tranquila, porem está em duvida em dar uma passo a frente e oficializar casamento no civil (ela aceitou divisão total de bens) devido ao peso da situação. Atualmente estão morando juntos a uns meses, e fora uma bobagenzinha ou outra, coisa normal de convívio, seu relacionamento é legal e bem ajustado. Já se relacionam a 5 anos. Não pagam aluguel por morar numa casa pequena que o pai dele cedeu, os dois trabalham e juntam seus trocos para um dia adquirir sua propriedade.

Como agir? O que conseguem refletir a respeito disso?
Pra mim parece bem complicado e não pde lhe dar uma opinião definitiva.

Caso lembre de mais algum detalhe vou informando.
Desde já agradeço as opiniões, inclusive as que já foram dadas lá no tópico de imagens.
N entendo qual sua dificuldade.
Se não quer aceitar o menino em casa não casa com ela.
Termina.
Vai pra zona.
Come monte de puta.
Pegue gonorreia.
E sejas feliz.
Achei que era você que estava na situação. Mas como já deixei minha resposta lá no outro tópico, só complemento:

Essa situação não tem nada de complicado. E, senti um certo preconceito do cara sobre a criança ser deficiente. Será que essa "situação complicada " dele é pelo fato de cuidar de uma criança (que é praticamente orfã) que não é dele ou por cuidar de alguém deficiente?
Caso interessante, no mínimo.

Primeiramente, eu gostaria de desconsiderar totalmente que essa moça pode ser uma ''espertinha'' que nem o próprio NA fala. Em suma, vou considerar que ela é minimamente decente pra se relacionar e que tudo o que você falou é verdade (não que você esteja mentindo, e sim, ela enganando todos).

Em segundo lugar, não recomendo que os ''relationship strikers'' comentem neste tópico simplesmente pelo fato de que a opinião vai ser ''termina e ponto final''. E por fim, eu posso muito bem estar errado e se um confrade vier com uma opinião melhor, que bom, daí eu aprendo mais.

Cara, isso é uma merda. A primeira coisa que eu faria no lugar do seu amigo é ver se ela não encontra outra pessoa pra cuidar da criança. Caso ela queira mesmo ficar com ela, ou então caso ela não ache ninguém, vem uma decisão difícil. Ou ele continua com ela, e por consequencia, assume porra alheia (mas no caso, a moça também estaria assumindo), ou então ele se separa e vai procurar tentar a sorte lá fora.

Vou ser bem sincero: eu não sei o que faria nessa situação. Eu estaria mais inclinado em terminar e seguir em frente. Querendo ou não, essa não é única e tem mais 3 bilhões aí fora. Mas estou querendo ver a opinião dos outros.

EDIT: @ermac e @spectro, creio que o ''complicado'' é assumir a criança em si, não que tenha algo a ver com a deficiência.
Situação foda!!

Assumir uma menina com essa bagagem toda exige um nível de elevação espiritual (ou loucura), que eu não teria.

Aqui no meu Estado se diz que "mulher é que nem cavalo. A gente escolhe pela raça". Sendo assim, julgo não valer o esforço. Ela tem essa irmã vadia e irresponsável que volta e meia vai aparecer, além dos outros irmãos que "não deram em nada".

Com certeza, um ato de grandeza e piedade cristã. Mas, visto pela ótica da real... é cilada.
Seu amigo tem condições de bancar a mulher, e uma dedicação integral dela para com a criança, caso eles venham a casar ? Se sim, e ele não tiver problemas em se relacionar com a criança, até porque pela sua descrição, parece que não tem, não há empecilho algum.
(21-12-2017, 10:47 PM)Ermac Escreveu: [ -> ]Achei que era você que estava na situação. Mas como já deixei minha resposta lá no outro tópico, só complemento:

Essa situação não tem nada de complicado. E, senti um certo preconceito do cara sobre a criança ser deficiente. Será que essa "situação complicada " dele é pelo fato de cuidar de uma criança (que é praticamente orfã) que não é dele ou por cuidar de alguém deficiente?

No caso, acredito que o medo dele seja uma mistura de coisas que vocês levantaram: de entrar de cabeça e falhar, ficando na miséria e com uma responsabilidade dessa  etem até medo de um dia ser obrigado a pagar pensão pra garota mesmo sem ser pai caso o casamento com a namorada não der certo, pois sabem como é a justiça neste país em relação ao homem, e medo da namorada dele um dia se revelar uma espertinha, coisa que até o momento nesses 5 anos nunca deu sinais.

Chamei o caso de complicado pois me parece uma encruzilhada, onde após pego um caminho não se pode voltar atrás, seja encarar a situação ou então fugir dela e terminar o relacionamento.
Conversei bastante com ele e apesar de não dar uma opinião definitiva deixei claro que sou a favor de que cada um arque com as consequenciais das merdas que faz (Não estou chamando a criança deficiente de merda e sim a responsabilidade por ela que é da mãe vadia, não sendo dele e nem da namorada) e que ninguém deve se ver obrigado a carregar a cruz dos outros, mas que isso também vai de cada um e do nível de altruísmo dele, mas que caso opte por sair fora que não se sinta culpado por algo que não foi o causado, portanto também não é responsável.
(21-12-2017, 11:02 PM)Gilgamesh Escreveu: [ -> ]Seu amigo tem condições de bancar a mulher, e uma dedicação integral dela para com a criança, caso eles venham a casar ? Se sim, e ele não tiver problemas em se relacionar com a criança, até porque pela sua descrição, parece que não tem, não há empecilho algum.

Os dois trabalham e não ganham super salários pelo que sei, e levando em consideração que estão poupando para uma casa imagino que ele não poderia banca-la para que ela ficasse só em casa cuidando da garota enquanto ele arca com tudo sozinho. Problemas com a criança não devem existir, pois é carinhosa e educada como já citado.
(21-12-2017, 10:48 PM)Digons Escreveu: [ -> ]Caso interessante, no mínimo.

Primeiramente, eu gostaria de desconsiderar totalmente que essa moça pode ser uma ''espertinha'' que nem o próprio NA fala. Em suma, vou considerar que ela é minimamente decente pra se relacionar e que tudo o que você falou é verdade (não que você esteja mentindo, e sim, ela enganando todos).

Em segundo lugar, não recomendo que os ''relationship strikers'' comentem neste tópico simplesmente pelo fato de que a opinião vai ser ''termina e ponto final''. E por fim, eu posso muito bem estar errado e se um confrade vier com uma opinião melhor, que bom, daí eu aprendo mais.

Cara, isso é uma merda. A primeira coisa que eu faria no lugar do seu amigo é ver se ela não encontra outra pessoa pra cuidar da criança. Caso ela queira mesmo ficar com ela, ou então caso ela não ache ninguém, vem uma decisão difícil. Ou ele continua com ela, e por consequencia, assume porra alheia (mas no caso, a moça também estaria assumindo), ou então ele se separa e vai procurar tentar a sorte lá fora.

Vou ser bem sincero: eu não sei o que faria nessa situação. Eu estaria mais inclinado em terminar e seguir em frente. Querendo ou não, essa não é única e tem mais 3 bilhões aí fora. Mas estou querendo ver a opinião dos outros.

EDIT: @ermac e @spectro, creio que o ''complicado'' é assumir a criança em si, não que tenha algo a ver com a deficiência.

Sugeri essa alternativa de procurar alguma outra pessoa na família já bem estabilizada, se possível aposentada, que assumisse a criança na falta dos avós um dia, mas pelo que entendi todos os parentes ou são fodidos ou não se manifestam a respeito disso, fica todo mundo na moita com a mão nos bolsos e assobiando, pq sabem que a "tranquila" que é a mais nova dos irmãos gosta muito da criança e meio que "assumiu" a bronca sem ninguém precisar empurrar.
Enfim, perdão pela sequencia de respostas. 

Trouxe o caso mais para reflexão do grupo (e talvez o nascimento de uma alternativa criativa para sugerir ao meu camarada) do que esperando uma solução definitiva, afinal de contas muito provavelmente nem exista um caminho considerado exato neste caso.
Não teria coragem, uma hora ou outra esse fardo que não é dele irá sobrepujar sobre as costas dele como 50kg de cimento.

E outra coisa, mas pra frente se ele se emburrar pós-casamento essa mulher vai passar na cara sobre a criança deficiente e provavelmente ele ficará sempre com uma "culpa" de ter aceitado toda condição mais se fuder anos a frente.
(22-12-2017, 12:29 AM)clockwork0range Escreveu: [ -> ]Não teria coragem, uma hora ou outra esse fardo que não é dele irá sobrepujar sobre as costas dele como 50kg de cimento.

E outra coisa, mas pra frente se ele se emburrar pós-casamento essa mulher vai passar na cara sobre a criança deficiente e provavelmente ele ficará sempre com uma "culpa" de ter aceitado toda condição mais se fuder anos a frente.

Exato, acredito que imaginar essas possibilidades é exatamente o que o paralisa no momento, assim como imaginar que pode existir a possibilidade de dar tudo certo, mas se ele desistir agora perderá uma vida feliz ao lado da garota que gosta.
Imagina a situação - CASAL + DEFICIENTE

ELE:
-Vamos viajar amor para uma praia (ou pra outra cidade)?

ELA:
- Não podemos, o fulano não pode se locomover direito e precisa de medicamentos.

- - - -

Ai o cara vai está amarrado com uma Âncora a seus pés que nem é dele. E cuidar de um deficiente ou uma pessoa idosa e tal, deixa a pessoa aprisionada, quando se é mãe, pai ou tal ou seja parente vale a pena.

Agora ser uma pessoa que não é de seu vinculo, não creio que valha nem a pena cogitar a situação, quanto mais aceitar.

- - - -

Provavelmente ele negando perderá ela. Decisão dificil, eu escolheria minha liberdade.
Situação complicada. Como o confrade @clockwork0range, eu escolheria a liberdade. Com um filho da gente não tem escolhas.

Agora se a mulher quiser casar e levar a menina eu terminaria. Agora se ele acha que consegui arcar com isso. Então, tudo bem.
É uma decisão bem difícil, só a própria pessoa pode definir se vai aceitar ou não essa condição.

No meu caso eu não aceitaria, devido ao peso que supostamente iria carregar nas costas por bastante tempo e ainda no final não ser reconhecido.

O ponto fraco do homem é a proteção e a paixão, dessa forma esse seu amigo foi atingido em cheio
Ignorem problemas de acentuacao, to no meu notebook e ele nao tem teclado brasileiro.

E bem complicado este caso. Eu sinceramente nao sei o que fazer. Abandonar uma mulher com um relacionamento de 5 anos nao me parece bem interessante, mas ao mesmo tempo assumir um boneco nesta situacao pode ser complicada. Eu nao sei o que faria no lugar dele, pois daria problemas com a casa que eles estao morando, isto iria afetar a familia dele, isto nao e tao ruim como casar com uma mae solteira, pq pelo menos neste caso especifico, a mulher tambem esta assumindo a responsabilidade de criar um filho de outro. Por outro lado, existe a paternidade socio afetiva que pode dar muitos problemas pra ele no futuro. Eu no lugar dele pularia fora, mesmo porque conheco na pratica como uma mulher que te trata feito um rei e foi tao boa com vc a ponto de vc perder a vontade de pegar qualquer outra mulher, pode virar uma chata irritante em pouquissimo tempo e nao acho que vale a pena o risco de me fuder muito pra frente.
Lembrando que a avó da criança, mãe da mulher com a qual seu amigo se relaciona, está viva e vendendo saúde, não há uma possibilidade real , ao menos no momento e num futuro próximo, dele ser obrigado a arcar com essa escolha de sua futura mulher. Aconselharia manter o relacionamento e lidar com essa possibilidade ,ou preferir não lidar com a mesma,quando ela se fizer presente.  O instinto de proteção masculino sempre fala mais alto, contra todas as apostas.  Que seu amigo tenha lucidez pra definir o que ele vai querer aceitar como carga.
Acho que guiar nossa vida pensando no "e se" é uma das piores formas de agir.

Podemos colocar o "e se" onde quisermos quando temos medo do futuro, mas uma coisa que muito ouvi de pessoas que falam sobre empreendedorismo é que as decisões sempre tem riscos, mas o empreendedor arrisca de forma calculada. A "criança" já tem 15 anos, está perto da maioridade, até onde sei pessoas que vivem assim tem direito a um benefício do governo chamado LOAS que é justamente para que a pessoa possa ser cuidada por alguém da família.

Ambos os avós estão vivos e podem viver mais tempo do que o casal. Minha avó fará 88 anos e está com saúde de ferro, um tio meu que ficava desejando que ela morresse pra herdar a casa já está há 7 palmos abaixo de terra, morreu com 28 anos. Acho que ele precisa é deixar claro como vai lidar com esta possibilidade, por as cartas na mesa pra que tudo fique esclarecido e ela não case enganada. Se ela não aceitar as condições o relacionamento termina com sinceridade.

Não há que dar demasiada importância ao tempo de relacionamento neste caso uma vez que não há um vínculo vitalício entre eles, duas pessoas só ficam juntas enquanto são compatíveis.
Perfeita colocação, raito/senna (tu se importa em ser chamado desse jeito? yaoming)

Acredito que eu não tenha mais nada a adicionar, a não ser que ouvir diferentes opiniões sempre é uma boa.

E pensando bem, a vida de solteiro também não teria os ''riscos''?
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