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Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Versão de Impressão

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Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Pensador - 02-04-2015

Salve confrades,

Segue uma reflexão que andei fazendo:

É uma constante da história humana que momentos de franca devassidão moral e cultural levam a retomadas conservadoras numa tentativa de recuperar os "bons tempos que se foram".

Foi assim na Roma Antiga. Contam seus últimos cronistas e satiristas que o clima antes da queda de Roma era de tão profunda corrosão moral, que se criou ali um vácuo de valores nobres que foi então preenchido pelo cristianismo primitivo, infinitamente mais severo e ortodoxo que o atual.

O mesmo aconteceu no início do Século XX. O filósofo Walter Benjamim, por exemplo, se debruçando sobre a poesia de Baudelaire captou nas entrelinhas um profundo ressentimento que tomava conta do espírito da época. Tal sentimento combinado com muita angústia - comenta o crítico George Steiner - só poderia ser alimentado com muito sangue, suor e lágrimas. Nasce assim a alma do século XX, o mais triste da história humana.

O literato Karl Krauss estudando a língua alemã no início do século notou ali uma estranha deformação na linguagem, as palavras já não diziam o que os escritores pensavam. Os sentimentos das pessoas degringolaram. Vinte anos depois sobe ao cargo máximo da nação um tal Hitler.

Uso esses fatos históricos pra analisar o Brasil atual. Qualquer pessoa com um mínimo de acesso a informação nota que o clima por aqui nos últimos anos anda muito estranho: queda flagrante do nível intelectual, relativismo total, ódio de classes instaurado - seja homemXmulher, negroXbranco, gordoXmagro, carecaXcabeludo, debate público cada vez mais estranho, leis cada vez mais bizarras sendo aprovadas, número de famílias desestruturadas só aumentando e relevância artístico cultural beirando a nulidade.

O que defendo é que nesse cenário de Terra Arrasada, os valores que movem os guerreiros da Real não deveriam se propagar e preencher esse vácuo moral criado pela sociedade moderna. Digo isso pois acredito que o GdR pleno (e me coloco ainda abaixo desse patamar) é tomada de um pragmatismo e de uma determinação objetivista que acho perniciosa caso inculcada na maioria de população. É fundamental para alguns, mas a frieza e o desapego estoicista não é e nem deve ser para todos. Tentar se tornar um Übermensch Nietzscheano é pra poucos.

Com isso eu não pretendo criticar a Real, apensa penso que os valores da Real são nobres e duros demais pra alguns amadores. É preciso ainda de um exército de não-realistas (manginas?) pra continuar alimentando a engrenagem do sistema. Multidões ainda tomadas de apaixonamento, chafurdando na matrix, pra seguirem financiando a indústria de entretenimento, de artigos de luxo, que geram milhões de empregos e coloca muita comida na mesa.

Sem falar da questão artística e cultural. Um realista por definição nunca irá se dedicar um só segundo pra escrever um romance à moda antiga, eu aquela canção capaz de derreter um coração de aço, nos trazer aquela esperança divina por meio da contemplação da beleza.

Da determinação de um realista sairá as mais belas realizações, mas creio eu, nada desse tipo:


Para tal é preciso ainda manter aquele fio de esperança no amor humano, não pensar em lado obscuro e hipergamia, impossível depois que .

Que a Real permaneça sempre um pensamento marginal. Pelo bem do mundo e da Real!


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Jaguar Paw - 03-04-2015

Tópicos como este me dão orgulho de fazer parte deste fórum. Confusedentifirmeza:

Se analisarmos a Civilização Ocidental (adotando aqui o conceito de que ela é constituída por todos os países tributários do Direito Romano, da Filosofia Ateniense e da Ética Judaico-Cristã) de hoje, perceberemos, que não apenas a sua maior potência se encontra em declínio, como o marasmo e a decadência tornaram-se a regra em praticamente todas as nações que dela fazem parte.

Estudando a História do declínio e da queda das superpotências e das civilizações percebi que, a partir de um determinado momento, pouco importava o que as suas populações fizessem, a queda inexoravelmente acontecia. O autor do tópico, exemplificando de forma muito feliz, citou a conversão dos romanos ao Cristianismo, o que, sem dúvidas, significou uma tentativa de restaurar os padrões morais dos tempos da Roma Republicana, porém isto não foi suficiente para impedir que o Império Romano do Ocidente desmoronasse perante meia dúzia de tribos bárbaras. E o mesmo aconteceria caso tivessem permanecido na devassidão dos tempos do Alto Império. E o Império Bizantino nunca, mesmo em seu auge, passou de um memorial à antiga grandeza romana e, por bem pouco, ele não foi vítima da jovem e magnífica superpotência que surgiu em fins do Século VII, o Império Árabe.

Quero dizer que - pouco importa o que façamos ou sejamos - se o Ocidente já cruzou a linha que citei acima, nada poderá impedir a sua queda.

Respeito a opção pelo estoicismo do confrade, mas, de minha parte, prefiro cair lutando.

Abraços e parabéns pelo tópico.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Deuxcartes - 03-04-2015

Boa sacada,

mas isto que delimitamos como real, já ocorreu e ocorre em outros espaços e países, coisa que talvez venha ocorrendo sistematicamente muito antes de NA ter pensado em tecer sua primeira linha. Hoje já se percebe que mediante a experiência e observação dos erros alheios, muito marmanjo tem aprendido aos poucos que algo está errado em sí próprio e do outro lado sem ter lido nenhum artigo realista. Estes, não tem os manuais, mastigando tudo, contudo estão acordando aos poucos e isto é bom. Deste mal que a matrix e o fenômeno da instabilidade moral repercute nestes dias, não desejo para ninguém.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Azoth - 03-04-2015

Um estóico aqui no fórum? Hm... interessante.

Citar:Sem falar da questão artística e cultural. Um realista por definição nunca irá se dedicar um só segundo pra escrever um romance à moda antiga, eu aquela canção capaz de derreter um coração de aço, nos trazer aquela esperança divina por meio da contemplação da beleza.

Da determinação de um realista sairá as mais belas realizações, mas creio eu, nada desse tipo:




Para tal é preciso ainda manter aquele fio de esperança no amor humano, não pensar em lado obscuro e hipergamia, impossível depois que .

Não concordo. Até porque você está misturando o ideal estóico com a formação de um GdR, que se dá por diversos meios e isso é facilmente observável. Temos realistas muito diferentes, como Barão, Smith, Doutrina, C.O.B.R.A., Praga, Mó Humirde, SK e cada um com um excelente modo de aplicação e derivação da teoria inicial proposta por N.A.

Outra coisa que a marginalização da Real é totalmente contrária ao que os veteranos lutaram, inclusive, muitos de nós só estamos aqui porque os olds se mataram para divulgar, não foi algo do tipo 'joguemos na internet para aqueles que conseguirem encontrar', foi algo pensado para divulgação, SK se matava para formalizar textos excelentes com tom de humor justamente para atingir a garotada e os mais matrixianos e podemos dizer que conseguiu.

Apesar de admirar o estoicismo e basear minha vida em vertentes do mesmo, fechar a Real por esta ótica é ser reducionista e até cai no risco de embarcar em outra Matrix oriunda da espectativa da seletividade, muito comuns em grupos que acabam evoluindo o saber interno de um tema em questão - e aí onde jaz o perigo, afinal, a Real veio para salvar os homens (ou pelo menos ajudar) do destino infindo da corrida dos ratos na Matrix que somos inseridos desde que nascemos.

E quanto a parte negritada: se não houvesse FIO DE ESPERANÇA PELAS PARTES SUPRACITADAS não existiria nem este fórum. Barão não se mataria para organizar aqui e os moderadores não gastariam seu tempo cuidando deste recinto. Há muita esperança e é mister valorizar aqueles que se esforçam em prol disso.

Sinto muito, mas o estoicismo não deve ser usado como um meio de enclausuramento, mas sim de enriquecimento interno a partir do controle das expectativas relacionadas ao mundo externo, onde vale realmente a máxima que somente devemos nos preocupar com o que podemos controlar. Mas para uma filosofia, uma ideia em si que toma vida - como até o próprio Estoicismo - a marginalização só contribui para o aumento das chances de você perder todo o conhecimento gerido.

Pois se os estóicos não tivessem sentado para escrever seus pensamentos e divulgarem, pelo menos, para seus amigos próximos ou queridos, não existiria resquício. E, se os mesmos escreviam para tais pessoas de ligação ímpar, é porque também nutriam esperança e amor pelo próximo.

Nem preciso dizer que a beleza dos escritos estóicos é de extrema qualidade, eu vejo realmente uma obra de grande magnitude, visto que fala do íntimo humano de querer externalizar-se no mundo e sofrer por isso, ao mesmo tempo que se preocupa em dar um direcionamento para o mesmo não ferir-se e não ferir os outros. É belo, tal qual a música que você pôs, excelente por sinal.

Repense sua perspectiva da Real e do Estoicismo. Estão extremamente distorcidas.

Eis as crias que Nietzsche nos deixa. facepalm:


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Pensador - 03-04-2015

(03-04-2015, 01:16 AM)Jaguar Paw Escreveu: Tópicos como este me dão orgulho de fazer parte deste fórum. Confusedentifirmeza:

Se analisarmos a Civilização Ocidental (adotando aqui o conceito de que ela é constituída por todos os países tributários do Direito Romano, da Filosofia Ateniense e da Ética Judaico-Cristã) de hoje, perceberemos, que não apenas a sua maior potência se encontra em declínio, como o marasmo e a decadência tornaram-se a regra em praticamente todas as nações que dela fazem parte.

Estudando a História do declínio e da queda das superpotências e das civilizações percebi que, a partir de um determinado momento, pouco importava o que as suas populações fizessem, a queda inexoravelmente acontecia. O autor do tópico, exemplificando de forma muito feliz, citou a conversão dos romanos ao Cristianismo, o que, sem dúvidas, significou uma tentativa de restaurar os padrões morais dos tempos da Roma Republicana, porém isto não foi suficiente para impedir que o Império Romano do Ocidente desmoronasse perante meia dúzia de tribos bárbaras. E o mesmo aconteceria caso tivessem permanecido na devassidão dos tempos do Alto Império. E o Império Bizantino nunca, mesmo em seu auge, passou de um memorial à antiga grandeza romana e, por bem pouco, ele não foi vítima da jovem e magnífica superpotência que surgiu em fins do Século VII, o Império Árabe.

Quero dizer que - pouco importa o que façamos ou sejamos - se o Ocidente já cruzou a linha que citei acima, nada poderá impedir a sua queda.

Respeito a opção pelo estoicismo do confrade, mas, de minha parte, prefiro cair lutando.

Abraços e parabéns pelo tópico.

Boas observações confrade. Esse triste padrão que mostra que decadência cultural e moral é substituído por um movimento cultural mais autoritário - e reacionário - que emana da própria sociedade decadente. É quase tão rígido com uma lei da física.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Pensador - 03-04-2015

(03-04-2015, 01:46 AM)Deuxcartes Escreveu: Boa sacada,

mas isto que delimitamos como real, já ocorreu e ocorre em outros espaços e países, coisa que talvez venha ocorrendo sistematicamente muito antes de NA ter pensado em tecer sua primeira linha. Hoje já se percebe que mediante a experiência e observação dos erros alheios, muito marmanjo tem aprendido aos poucos que algo está errado em sí próprio e do outro lado sem ter lido nenhum artigo realista. Estes, não tem os manuais, mastigando tudo, contudo estão acordando aos poucos e isto é bom. Deste mal que a matrix e o fenômeno da instabilidade moral repercute nestes dias, não desejo para ninguém.

Bom ponto. Muita gente vem se tornando cético com o amor moderno. Uma pena, mas é questão de sobrevivência.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Pensador - 03-04-2015

(03-04-2015, 01:54 AM)Azoth Escreveu: Um estóico aqui no fórum? Hm... interessante.

Citar:Sem falar da questão artística e cultural. Um realista por definição nunca irá se dedicar um só segundo pra escrever um romance à moda antiga, eu aquela canção capaz de derreter um coração de aço, nos trazer aquela esperança divina por meio da contemplação da beleza.

Da determinação de um realista sairá as mais belas realizações, mas creio eu, nada desse tipo:




Para tal é preciso ainda manter aquele fio de esperança no amor humano, não pensar em lado obscuro e hipergamia, impossível depois que .

Não concordo. Até porque você está misturando o ideal estóico com a formação de um GdR, que se dá por diversos meios e isso é facilmente observável. Temos realistas muito diferentes, como Barão, Smith, Doutrina, C.O.B.R.A., Praga, Mó Humirde, SK e cada um com um excelente modo de aplicação e derivação da teoria inicial proposta por N.A.

Outra coisa que a marginalização da Real é totalmente contrária ao que os veteranos lutaram, inclusive, muitos de nós só estamos aqui porque os olds se mataram para divulgar, não foi algo do tipo 'joguemos na internet para aqueles que conseguirem encontrar', foi algo pensado para divulgação, SK se matava para formalizar textos excelentes com tom de humor justamente para atingir a garotada e os mais matrixianos e podemos dizer que conseguiu.

Apesar de admirar o estoicismo e basear minha vida em vertentes do mesmo, fechar a Real por esta ótica é ser reducionista e até cai no risco de embarcar em outra Matrix oriunda da espectativa da seletividade, muito comuns em grupos que acabam evoluindo o saber interno de um tema em questão - e aí onde jaz o perigo, afinal, a Real veio para salvar os homens (ou pelo menos ajudar) do destino infindo da corrida dos ratos na Matrix que somos inseridos desde que nascemos.

E quanto a parte negritada: se não houvesse FIO DE ESPERANÇA PELAS PARTES SUPRACITADAS não existiria nem este fórum. Barão não se mataria para organizar aqui e os moderadores não gastariam seu tempo cuidando deste recinto. Há muita esperança e é mister valorizar aqueles que se esforçam em prol disso.

Sinto muito, mas o estoicismo não deve ser usado como um meio de enclausuramento, mas sim de enriquecimento interno a partir do controle das expectativas relacionadas ao mundo externo, onde vale realmente a máxima que somente devemos nos preocupar com o que podemos controlar. Mas para uma filosofia, uma ideia em si que toma vida - como até o próprio Estoicismo - a marginalização só contribui para o aumento das chances de você perder todo o conhecimento gerido.

Pois se os estóicos não tivessem sentado para escrever seus pensamentos e divulgarem, pelo menos, para seus amigos próximos ou queridos, não existiria resquício. E, se os mesmos escreviam para tais pessoas de ligação ímpar, é porque também nutriam esperança e amor pelo próximo.

Nem preciso dizer que a beleza dos escritos estóicos é de extrema qualidade, eu vejo realmente uma obra de grande magnitude, visto que fala do íntimo humano de querer externalizar-se no mundo e sofrer por isso, ao mesmo tempo que se preocupa em dar um direcionamento para o mesmo não ferir-se e não ferir os outros. É belo, tal qual a música que você pôs, excelente por sinal.

Repense sua perspectiva da Real e do Estoicismo. Estão extremamente distorcidas.

Eis as crias que Nietzsche nos deixa. facepalm:

Obrigado pelo comentário. Eu não creio que a Real seja estóica, mas vejo traços muitos claros do estoicismos em vários artigos escritos pelos bastiões da Real.

Como a Real não tem nenhum texto revelado, é difícil dizer o que prega a filosofia da Real. Pra mim é uma mistura de Supra-homem Nietscheano com a sabedoria dos velhos gregos(e do grande Marco Aurélio, talvez o primeiro conservador depois do próprio Jesus) com salpicadas do conservadorismo à moda brasileira.

A Real pode ser popularizada, mas não pode se tornar um movimento hegemônico que moldará futuras gerações. Não na concepção de vida que muitos membros tem. Não acho que iria se sustentar por muito tempo.

Não acredito na hipótese de que se todos saírem da corridas dos ratos ficaremos em melhores condições. Não creio. Pra mim cairíamos em um materialismo objetivista(no sentido de Ayn Rand talvez) tão mais pernicioso que o atual.

Fica aqui algumas opiniões.

Segue o debate.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Jaguar Paw - 03-04-2015

(03-04-2015, 02:17 AM)Pensador Escreveu:
Mostrar ConteúdoSpoiler:

Estamos na segunda metade da Década de 60 (sempre ela...) do Século XX , o amor entre homem e mulher começa (ou volta) a ser visto como algo que magoa, fere:

For every little kiss there's a little teardrop
For every single thrill there's another heartache
The road is rough
The going gets tough

Love is a hurtin' thing
Oh, love is a hurtin' thing

When you're in my arms I'm a king on a throne
But when we're apart I walk the streets alone
One day happiness
The next day, loneliness

When love brings so much joy why must it bring such pain
Guess it's a mystery that nobody can explain

Maybe I'm a fool to keep on loving you
'Cause there may come a time you'll break my heart in two
But I want you so
I want you though I know that

Love is a hurtin' thing
Oh, love is a hurtin' thing




RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Deuxcartes - 03-04-2015

O ulrich beck no livro world at risk (sociedade de risco - no Brasuka), pontua que as interveções (sobretudo se tratando da química, farmacêutica e etc.), tem efeitos imediatos estimados, contudo efeitos colaterais imprevistos. Não se saberia de modo algum todos os efeitos de uma dada interveção, ou o seu potencial exato de propagação antes de uma aplicação desta interveção propriamente dita. Evidente que disse isto antes de testes estatísticos modernos como o que temos hoje, talvez. Mas, isto também pode se aplicar a ideologias, teorias e etc., se pensarmos que o potencial de propagação de um determinado sistema de crenças, embora possa ser previsto, pode também adquirir propoções nefastas quando deveria ser inócuo à população, ou simplismente desaparecer, quando foi previsto que o mesmo iria se expandir.
Não sabemos o que ocorrerá de fato com a real daqui há alguns anos, temos algumas previsões de coisas boas e ruins que poderão ocorrer de fato. Mas há sempre uma margem de erro que pula fora do intervalo de confiança que estabelecemos como certo, sempre uma variável que não foi pensada na equação. Entendi o ponto de partida do tópico. Seria interessante dar permitir que mais gente possa decidir que consequências a real pode ter na sociedade. Talvez tenhamos mais a ganhar do que a perder.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Heron - 03-04-2015

Citar:Com isso eu não pretendo criticar a Real, apensa penso que os valores da Real são nobres e duros demais pra alguns amadores. É preciso ainda de um exército de não-realistas (manginas?) pra continuar alimentando a engrenagem do sistema. Multidões ainda tomadas de apaixonamento, chafurdando na matrix, pra seguirem financiando a indústria de entretenimento, de artigos de luxo, que geram milhões de empregos e coloca muita comida na mesa.

Mas isso é trocar uma matrix por outra. Voltamos ao feudalismo, com os nobres esclarecidos e com educação controlando a multidão ignorante. Não quero ser o explorador da ignorância do meu irmão. Isso me faz pior que as feministas. Isso é o que temos nos sem-terra, bolsa-família, etc. Uns poucos "líderes" no controle de massa de manobra.

Citar:Sem falar da questão artística e cultural. Um realista por definição nunca irá se dedicar um só segundo pra escrever um romance à moda antiga, eu aquela canção capaz de derreter um coração de aço, nos trazer aquela esperança divina por meio da contemplação da beleza.

Mas porque o realista não poderia ter sentimentos edificantes?. Porque não substituir esta arte decadente e grotesca de hoje pelo que de melhor a mente humana pode produzir? Porque deveria existir uma elite intelectual realista e uma plebe proletária para servir ao sistema?

As vezes penso que alguns confrades, depois de ter aprendido como as coisas funcionam, querem manter em suas mãos apenas, este "poder" que adiquiriram. Sonham em ser cafas.

Mas somos uma comunidade de homens. Todo homem é nosso irmão.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - cabraman - 03-04-2015

Não concordo, limitar o conhecimento é só mais uma forma de manter o sistema.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Hiroshi - 03-04-2015

Tambem acho que não se deva limitar esse conhecimento

Quantos aqui conheceram a Real por indicação de amigos e quantos chegaram até aqui com as proprias pernas? O que percebo é que a maioria que chega até os fóruns e se tornam bons membros, são caras que buscaram a real pois sentiam as "paredes da matrix" em suas vidas; sentiam que havia algo errado, mas sem saber o que e encontraram aqui o que procuravam.

Entretanto, muitos outros que veem a real apenas como uma pagina de diversão no facebook ou que dizem que somos extremistas, frustrados, etc, sempre se afastam por conta própria.

Na REAL existe a máxima: "A Real é pra todo mundo, mas nem todo mundo é pra Real!"


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Pensador - 04-04-2015

(03-04-2015, 03:05 PM)Hiroshi Escreveu: Tambem acho que não se deva limitar esse conhecimento

Quantos aqui conheceram a Real por indicação de amigos e quantos chegaram até aqui com as proprias pernas? O que percebo é que a maioria que chega até os fóruns e se tornam bons membros, são caras que buscaram a real pois sentiam as "paredes da matrix" em suas vidas; sentiam que havia algo errado, mas sem saber o que e encontraram aqui o que procuravam.

Entretanto, muitos outros que veem a real apenas como uma pagina de diversão no facebook ou que dizem que somos extremistas, frustrados, etc, sempre se afastam por conta própria.

Na REAL existe a máxima: "A Real é pra todo mundo, mas nem todo mundo é pra Real!"

Justamente. Não defendo a restrição do conhecimento, mas é preciso ter a noção que a Real é uma filosofia demais sofisticada para cabeças fracas e almas frágeis, como bem mostra o amontoado de revoltados que já passaram por aqui.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - NW GD FLW - 04-04-2015

Bom texto. Compreendo o que você quis dizer.

Bom, o realismo masculinista, ou pelo menos boa parte das ideias e opiniões que compartilhamos nos fóruns e blogosfera relacionada a Nessahan, realismo, coach, masculinismo, espiritualidade, redpill entre outros temas irão permanecer sendo discutidas apenas na internet, creio eu.

Dessa maneira é difícil, quase impossível, esse conjunto de ideias realistas entrar na cultura mainstream, como mais um movimento em pró dos direitos dos menos favorecidos etcs. Porque esse movimento não agrada o público geral, porque ele também critica pontos e aspectos culturais e políticos que podem prejudicar partidos, emissoras televisivas, revistas.

Assim penso que ficará como está.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - NW GD FLW - 04-04-2015

(03-04-2015, 01:54 AM)Azoth Escreveu: Eis as crias que Nietzsche nos deixa. facepalm:

:wat ?


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Rider - 04-04-2015

(04-04-2015, 12:21 PM)Pensador Escreveu: Justamente. Não defendo a restrição do conhecimento, mas é preciso ter a noção que a Real é uma filosofia demais sofisticada para cabeças fracas e almas frágeis, como bem mostra o amontoado de revoltados que já passaram por aqui.

A Real VAI entrar n saber popular. Mas será aos poucos, de forma quase subrreptícia.

Um estudo mostra que quando uma nova ideia atinge 10% da população de um local ela se torna rapidamente 'mainstream'.

Mas a aplicação da Regra de Pareto às pessoas demonstra que, mesmo quando atinja 100% de um determinado grupo, no máximo 20% irão levá-la a sério e aplicá-la bem (eu entendo cada GdR e todos os criadores de bons textos no MR, aqui e em outros fora como esses 20%), por volta de 30% conseguirão aplicá-la modestamente na sua vida e o resto virá na onda.

Não temos como impedir os revoltadinhos juvenas de fazerem merda. Podemos somente indicar com exemplos e orientação como evitar o pior.

Mas, assim como todo remédio, é responsabilidade deles tomá-lo ou não.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - lawlyet_w - 04-04-2015

Infelizmente, não há estoicismo na Real. E esse foi um dos motivos que me levaram à sair da Real. Porém, só queria dizer duas coisas:

Estoicismo e Ubbermensch Nietzscheano não combinam.. E se for ver bem, esse negócio de frieza, ceticismo, insensibilidade, nada tem a ver com o estoicismo (peço ao Azoth que me corrija se eu estiver falando bobagem).

A sensibilidade é, sim, necessária. Não apenas as pessoas normais, mas a todo indivíduo, seja ele GDR ou não! Da mesma forma, não devemos fugir da dor. Ela é muito importante e necessária para o indivíduo e para o mundo. A tentativa de evitar a dor tem consequências graves.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Azoth - 05-04-2015

Você está correto, Law, quando eu tiver tempo destrincho neste tópico. Mas é uma sensibilidade voltada a um objetivo, não uma subjeção como a maioria expressa a palavra.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Johnnie Walker - 05-04-2015

cara, concordo plenamente. já pensei até em abrir tópico aqui sugerindo que o fb fosse desindexado dos motores de busca.
a real é pra poucos, muitíssimo poucos.


RE: Por que a Real não deve se popularizar - Uma reflexão - Howedo - 05-04-2015

(05-04-2015, 01:19 AM)Johnnie Walker Escreveu: cara, concordo plenamente. já pensei até em abrir tópico aqui sugerindo que o fb fosse desindexado dos motores de busca.
a real é pra poucos, muitíssimo poucos.

Acho uma boa botar um no index, afinal o forum está ficando conhecido demais entre quem não deveria sequer saber da existência, e vocês sabem que não falo dos revoltados que aparecem e desaparecem em questão de dias.